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Nos últimos tempos, principalmente com as produções DreamWorks e Pixar, animação virou sinônimo de filme com grandes referências ao mundo pop, que, via de regra, eram mais destinados aos adolescentes e adultos com conhecimento no assunto do que as crianças. Nada contra tais produções, mas é bom saber que filmes como “George – O Curioso”, adaptação de um famoso livro infantil, ainda existem.
Não há nenhuma pretensão em qualquer comentário sobre a cultura contemporânea. Esta é a simples história de um macaquinho que vive na selva em alguma parte do continente africano. Sempre em busca de novas descobertas e aventuras, este simpático animal leva sua rotina de brincar com seus “colegas”, os outros animais da selva onde habitam, até que um atrapalhado homem chamado Ted vai modificar sua vida.
O homem do chapéu amarelo – é assim que Ted é conhecido nos livros – está na África atrás de uma grande estátua que pode ser a salvação do museu aonde trabalha, próximo à falência devido a pequena visitação. Durante sua busca, Ted encontra o macaquinho. Após algumas brincadeiras com ele, Ted vai embora, mas seu amigo africano –que só na cidade ganharia o nome de George – está em busca de mais aventura e parte atrás dele. Ao voltar da África, sem conseguir achar a estátua, Ted está em apuros, já que o seu chefe pensa que ele conseguiu achá-la, e preparou uma grande festa de recepção com cobertura da imprensa local. Mas George, sempre curioso, entra na vida de Ted para tirar seu marasmo e levá-lo em aventuras nunca antes vividas.
Ainda compõem os personagens principais Maggie, uma professora apaixonada por Ted que leva sempre seus alunos ao museu de seu amado; Sr. Bloomsberry, o velho dono do museu; Júnior, filho do Sr. Bloomsberry que pretende vender o espaço do museu para a construção de um estacionamento; e Clovis, porteiro do prédio que Ted mora, aonde não é permitida a entrada de animais.
Simplicidade que funciona
“George - O Curioso” segue um estilo mais antiquado de animação em 2-D, provavelmente para casar melhor com o tema original, que vem dos livros, com um padrão tradicional, mais voltado para a faixa etária entre 2-7 anos. Seu personagem principal nem mesmo fala, mas encanta pelos seus trejeitos e peraltices, sem a necessidade de diálogos com piadas sobre nada atual. É o tipo de personagem com que as crianças podem se identificar.
A trilha sonora, composta pelo músico havaiano Jack Johnson, casou bem com a produção. Johnson usa, em sua música, algo parecido com a idéia do filme: a simplicidade, mostrando que para compor e gravar boa música às vezes só é necessário voz e violão. Assim como para um bom filme pode ser necessário apenas um personagem cativante e uma boa história. |